Moradores de Conceição das Crioulas voltam a ocupar a sede do Ciretran de Salgueiro-PE

Na tarde de ontem (02), por volta das 13h25, o administrador do Salgueiro Notícias se deslocou até a sede do 18º Ciretran, localizado em Salgueiro-PE. O intuito era conversar com os manifestantes que ocupam o órgão público.

Centenas de pessoas da comunidade indígena/quilombola do Distrito de Conceição das Crioulas, zona rural de Salgueiro, voltaram a ocupar a sede da 18º Ciretran na intenção de fazer um boicote ao recebimento de impostos do governo. Forçando assim, o poder público a proceder com o resto da obra de asfaltamento da PE-460 que liga ao distrito a BR-116. Lembrando que em outubro o mesmo grupo ocupou o local em protesto pela mesma causa.

Em conversa com o Sr. Edilson Antonio da Costa, representante do grupo de moradores, nos foi passado que após a assinatura das ordens de serviço pelo governador Paulo Câmara, que foi até o distrito para assinar os documento o serviço começou porém, ainda não foi concluído. É o primeiro governo que foi em Conceição das Crioulas. Até nós se alegramos pensando que ia ser realidade o que ele falou. Mas na verdade foi mais uma enganação. Foi na nossa comunidade, prometeu que ia fazer a nossa PE. (…) Ai ele foi, prometeu e nós até pensamos que isso era verdade, mas foi engano muito grande para a população e por isso estamos aqui”, afirmou. A promessa era que as obras retomassem no dia 6 de novembro porém, até o momento quase nada foi feito.

Ao ser indagado sobre a importância da PE-460, Antonio afirmou que melhoraria o trânsito de pessoas quanto e produtos. Além disso ajudaria no turismo tanto indígena quanto quilombola. Dessa forma incentivaria o giro da economia da comunidade.

Deslocamento

Ainda segundo Edilson, a maior preocupação da população é o material que foi colocado para ser recoberto pelo asfalto. “E nós estamos vendo ai que Deus vai mandar chuva sobre a terra. A maior preocupação da gente é o produto que foi colocado. Os aterros, que se molhar a gente fica sem acesso a Salgueiro. Por que se der uma chuva a gente fica ilhado por conta que o material é muito argiloso. É massapê puro”. Antonio falou que o medo de não ter acesso a cidade após uma chuva aumenta pela questão da saúde. Na situação de ilhados, se ocorrer, eles não terão acesso ao hospital e caso algo aconteça será difícil socorrer as pessoas.

Os populares afirmam que se fosse pra começar e não terminar a obra era melhor deixar como estava. Pois, o acesso era muito mais fácil. O grupo ainda ameaça buscar outro órgão público para ocupar, caso a atual ocupação não gere o resultado que eles desejam. Segunda eles, nessa segunda-feira (04), um contingente em peso estará no local.

Por Victor Simão- DA REDAÇÃO SALGUEIRO NOTÍCIAS 


 

Comentários

  1. Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *